Louco por querer nas artimanhas do destino,
Construir pontes de cordas, carrocel, arranha-céus,
Sem medo, sem sentir os calafrios da vida,
Passando despercebida, sem ninguém se importar.
Louco por saber que o prazer da aventura, nasce ali,
Na mais desvairada loucura dos sonhos sem pesadelo,
Dos amores sem atropelos, de errar, de transgredir,
De buscar um horizonte que ninguém jamais pensou.
Ah!!! a loucura lúcida de querer pegar uma estrela,
Vê-la bem de pertinho, e entregá-la a um menino,
Que triste sem destino, caminha aqui e ali,
Sem entender o louco, que sabe do dia que virá.
Atrá dos muros e das pontes, o sol desponta cinzento.
O louco ainda dorme.